raissa zortea

Gaúcha de Porto Alegre, a engenheira civil Raíssa Zortea, de 31 anos tem objetivos grandiosos no trail running. Atleta de Frank Silvestrin – FS High Performance Team –  Raíssa está treinando para uma prova de 130K em setembro. Um desafio com subidas acumuladas de mais de 12 mil metros. Antes disso algumas provas importantes no caminho, como os 65K da APTR Videiras Ultra Sky Marathon, em Petrópolis, na Serra Verde Imperial, estado do Rio.  Um lugar que ainda não conhece. “Nunca estive na serra do Rio de Janeiro. Espero uma prova desafiadora com o clima de estar em casa. Fiquei impressionada com o acumulado positivo das subidas que enfrentaremos, mas aguardo positivamente pela prova. Tenho certeza que me agradará em todos os sentidos. Gosto de provas com muita exigência técnica, com trabalho mental árduo”, diz Raíssa. Confira!

raissa zortea1Quando e como você começou a se envolver com a corrida?

Iniciei por acaso em 2004, acompanhando meu irmão, Rafael Zortea, em provas de corrida. Mas foi só em 2007 que entrei para uma assessoria. Em 2009 fiz minha primeira maratona e desde então as distâncias só aumentaram.

Como foi sua evolução nas distâncias?

Em 2009 fui morar no exterior. Nessa época fazia apenas corridas de asfalto. Morando na Itália conheci um corredor de montanha que tinha ganho a UTMB aos 58 anos: Marco Olmo. Ele foi a principal figura, em quem me espelhei, na época, para iniciar no ultratrail. Claro que meu irmão já vinha me incentivando antes e vê-lo fazendo uma prova de 160K na montanha foi o estopim. Aí eu disse: ‘também quero fazer isso’. Minha primeira ultra foi de 80K, em 2015. Hoje o meu foco é apenas o trail running. Este ano iniciei treinos de triathlon.

Como concilia os treinos com a vida pessoal e profissional?

Acredito que dificuldades, todos tem. Ninguém vive disso. As pessoas têm seus comprometimentos pessoais. Casa, família, trabalho. Aprender a conciliar é complicado, mas faz parte. Sempre abrimos mão de algo.

raissa zorteaQuando começou a correr esperava chegar neste nível competitivo de hoje?

Eu digo que a gente sempre pode ir mais. Tenho certeza de que não cheguei no meu máximo. Há muito para se viver, mas eu não consigo me ver como uma atleta. Sempre repito que o esporte é meu hobby, escolha minha. Então, não jogo responsabilidade nisso nem em ninguém. Devemos nos divertir acima de tudo.

Deve ter uma lista de provas que planejou fazer … quais já fez e quais ainda estão na sua “lista de desejos”?

Parece que a cada ano os desejos vão ficando piores. Mas meu atual sonho é a Maratona des Sables no deserto do Sahara, Marrocos. Uma prova de três dias totalizando 250K. Mas em 2018 vou realizar um desejo antigo. Em setembro vou fazer a meia volta do Tor des Geants no Vale d’Aosta (Italia). A prova se chama ‘Tot dret’, que significa toda direta. Tem 130K, sobe sete picos acima dos 2.500m com um acumulado positivo de 12.000m. Sobe mais que um Everest e passa por pontos como o Monte Rosa, Matterhorn/Cervino e Mont Blanc.

E como o Frank Silvestrin se encaixa nisso tudo?

Frank é um professor sensacional, com feedback e toda atenção do mundo. Ele sabe trabalhar com minha extrema empolgação. Como o ultra exige treinamentos exigentes, Frank vem conciliando trabalho de natação e ciclismo junto à corrida, dando uma melhor resposta regenerativa e cardiorrespiratória. Assim não fico tão fadigada da corrida.

Ter acesso às planilhas através do SisRUN facilita sua rotina de treinos?

Acho impressionante o que estas planilhas são hoje em dia. Recordo-me quando iniciei, o máximo que tínhamos era um cronômetro de pulso e aprendíamos a saber nosso pace por simples percepção. Hoje em dia elas possuem uma gama de conexões que facilitam o treinador à distância. Elas desmembram todo nosso treino. Acho importante ainda o contato com o treinador. Uma vez por semana nos vemos na pista e outro dia no ciclismo.

Mas as planilhas te proporcionam independência. O crescimento da tecnologia neste setor nos últimos dez anos é impressionante. Ajuda absurdamente.

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