A coordenadora de marketing Vanessa Burgin, 30 anos, mora em Sydney, na Austrália. Envolvida com corridas há cerca de um ano e meio, ela recebe as planilhas de treinamento da Danivist, assessoria esportiva gaúcha. Com uma carreira amadora de encher os olhos, ela se prepara para mais uma maratona. Confira!

Como começou o seu envolvimento com a corrida?

Comecei em fevereiro de 2019 correndo 3 km na esteira. Fiquei surpresa em conseguir fazer essa distância e criei a rotina de correr na esteira, sem parar, essa distância, duas vezes por semana. Foram passando as semanas e eu fui me desafiando. Já havia dominado os 3km e o próximo desafio era fazer 4km. Até que em marco me desafiei a correr 10km sem parar, na esteira, na rua, onde eu quisesse. Teria que fazer isso até abril, antes de ir ao Brasil. Eu tinha viagem marcada para início de abril). Em março consegui fazer os 10km.

No meu retorno do Brasil, em maio de 2019, decidi me focar na corrida. Estava fora de forma e sem qualquer preparação. E férias no Brasil são sinônimo de comilança o dia todo. 

Fui buscar uma nutricionista e entrei em contato com a equipe Danivist para me auxiliar nos treinos. O objetivo era fazer uma meia maratona. Foquei e em agosto de 2019 conclui minha primeira meia. Em setembro fiz a segunda e em novembro a terceira. Todas sub 2h. Após novembro decidi que queria fazer uma maratona e sabia que dobrar os 21K não seria fácil. Mas eu precisava de um novo desafio. E em março deste ano fiz minha primeira maratona. E foi sub 4h: 3h53 minutos de muita felicidade e entrega. A segunda maratona estava programada para julho desse ano, mas por conta da pandemia… A prova se tornou virtual e foi assim que eu fiz: me inscrevi e rodei os 42K novamente, em 3h49min. 

Como avalia sua evolução até aqui?

Eu sou muito dedicada: treino sete vezes na semana, musculação e corrida. Amo o processo da melhora, amo treinar, acordar cedo, colocar minha roupa, relógio, fone e simplesmente correr. Me desafio a cada treino, seja pelo tempo ou pela distância. Eu sou atleta amadora, não corro para ganhar, corro para minha satisfação pessoal. Para me sentir bem, feliz, realizada. O desafio diário da corrida me permite seguir uma vida mais leve, equilibrada, cuidando da minha mente, do meu corpo. Evolui muito nesse um ano e meio, em termos de tempo, distância, resistência e cabeça. Me considero sim uma boa corredora, sem me comparar com os outros, mas em relação ao que eu me propus a fazer. 

Tem alguma dificuldade para conciliar a corrida com as outras áreas da vida?

Sim e não. Sim porque decidi me dedicar 100% à corrida e às vezes abro mão de festa, de dormir tarde, de comer bobagem… Eu tenho treino, preciso acordar cedo e por que no sábado eu preciso estar 100% bem, com alimentação em dia e o corpo descansado. No começo as pessoas mais criticaram do que apoiaram. Mas tudo bem, como eu disse anteriormente, não faço isso para ser melhor do que ninguém. E não faço isso para alguém! Faço para mim! E porque, apesar de tudo, nada me afeta. Eu sou feliz com a minha escolha, então abrir mão de coisas não me traz tristeza, e sim satisfação, porque a corrida está acima de tudo. 

E como a assessoria entra nesta jornada?

A assessoria me entrega muito mais que uma planilha de treinos. Eles entregam carinho, dedicação, cuidado, preocupação… Me entendem 100%, vivem meus objetivos, me desafiam, vibram por mim e me incentivam sempre. Trazem mais sentido para tudo isso. 

Como a corrida impactou seu estilo de vida?

Ela me trouxe um novo estilo de vida. Aprendi a cuidar de mim, desde a alimentação, o descanso, o sono. A corrida me disciplinou, porque todos esses quesitos interferem diretamente no meu rendimento. Eu sempre quero estar bem, quero correr bem, quero entregar um belo e bom treino. Para isso, preciso estar bem, de corpo e mente. Hoje cuido de tudo isso sem pressão, de uma forma fácil. Posso dizer que é meu estilo de vida.

E quais os planos para 2020?

Quero fazer mais uma maratona, que será provavelmente em setembro. A prova que eu queria fazer foi adiada para novembro, então minha ideia é fazer uma maratona, que pode até ser virtual, até setembro. E se a prova rolar em novembro, eu faço também, embora ache difícil qualquer prova acontecer esse ano. Em outubro pretendo definir meus objetivos pra 2021. 

Aqui em Sydney é permitido correr na rua. Nunca foi proibido na verdade. Então consegui continuar os meus treinos normalmente. Só diminuí um pouco a intensidade dos longos lá em abril e maio, para não debilitar muito o corpo e evitar ficar muito vulnerável.

E a longo prazo, algum sonho?

Sonho não, planos sim. Tenho o objetivo de fazer ultramaratona, acho é o próximo passo. Me perguntam porque não o triathlon. Posso falar que hoje não tenho essa vontade, mas a ultra sim, estou sentindo falta de um novo desafio. Mas estou calma quanto a isso. Em um ano de tanta instabilidade, não estou muito ligada em procurar provas paro o ano que vem. Estou vivendo ainda esse ano. 

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Jornalista, pai e corredor. Vê a corrida como uma ferramente para fazer a vida fazer sentido. Não se preocupa em ser rápido, nem com a chegada. O que importa é o caminho...

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