Doutor em sociologia e professor da Universidade Federal do Ceará, Marcos Silva é atleta da KM Assessoria Esportiva. Membro do seleto grupo de amadores sub3h na maratona, Marcos conquistou em Paris o índice para a Maratona de Boston. Confira!

´´Em 2010 fui trabalhar em uma universidade no interior do Ceará, a cinco horas de viagem da capital.

Lá recebi o convite de um colega professor para correr pela cidade no fim de tarde. Fazia mais ou menos uns dez anos que não praticava esportes com regularidade, algo que sempre fizera desde criança. Brincava na rua o dia inteiro, depois vieram o futsal, vôlei, natação… Até os 20 anos praticava quase todo dia.

Entrei na universidade e parei. Acho que fiquei dos 20 aos 30 anos sem fazer nada. Era uma pelada aqui outra ali com os colegas, mais como confraternização. Fui voltando aos poucos com a corrida e vi meu corpo respondendo muito bem. E o corpo responde muito nem. Lembro da primeira volta naquele dia, em que só conseguir um quilômetro sem parar. Correndo devagar logo evolui e já estava correndo 5 km.

Desde então eu não parei mais, a não ser por duas lesões sem gravidade no joelho, que foram tratadas com fisioterapia. Quando retomei a atividade incluí a musculação na rotina e desde então venho evoluindo. Em 2016 corri minha primeira maratona e evoluí um pouco mais até 2018, quando estagnei. No fim daquele ano resolvi mudar e procurei a KM. Treinando com eles corri a maratona em 3h15min, a meia em 1h30min. Ainda estou em processo de evolução, com alguns planos. Ano passado corri uma meia em em 1h23min e uma maratona sub3h.  Ano passado fiz uma maratona sub3h, com muito sol. Até que este ano fiz a Maratona de Paris em 2h50min. Resultado de uma periodização muito boa, com muita concentração e foco nos treinos passados pela KM.

Consigo treinar corrida quatro ou cinco vezes por semana, faço musculação e ainda consigo nadar no mar uma vez por semana. Quando não dá para treinar no horário de sempre em razão do trabalho, treino em outro horário. E quando viajo a descanso ou trabalho não deixo de treinar.

Neste ponto, a assessoria é o que me faz suportar o ritmo e seguir evoluindo. A planilha, a base de treinos à beira mar, os treinos de fim de semana, as orientações dos professores… Tudo isso impacta de modo significativo e positivo em minha vida. Na verdade, a corrida é um estilo de vida e eu não consigo ficar mais sem treinar. Quando eu treino tenho sempre um bom dia, tanto no aspecto físico quanto mental. Faz parte da minha vida e é algo que vou levar para a vida inteira. Com o tempo, vou mudando a estratégia e os objetivos. Quando estiver um pouco mais velho, penso em fazer uma ultramarataona, fazer trail run, quem sabe triathlon… São coisas que quero experimentar.

No início da pandemia eu consegui treinar na rua, perto de casa, com a proteção necessária. Corria até 20K bem, sem apoio. Depois veio o lockdown e passei 20 dias sem sair de casa. Corria pelo apartamento e isso hoje parece uma loucura, mas era exatamente aquilo que me salvou, que não me deixou ficar louco. Depois voltamos para a rua, dentro dos protocolos. Peguei covid em 2021 e passei 10 dias em casa me recuperando. Logo que os sintomas passaram fui liberado pelo médico e voltei a treinar bem… Fiz meus melhores tempos nos 5 e nos 10K e ainda venho melhorando.

Parte dos sonhos e metas de 2022 já foram alcançados. Me dediquei muito e fiz muito bem a Maratona de Paris. Foram três meses de uma periodização muito bacana que me renderam uma ótima prova e o índice para Boston. Quero mais! Sonho fazer uma meia abaixo de 1h20min, os 10K em 35min e os 5K em 16min. Daqui para o fim do ano quero fazer outra maratona. Estou pensando e me organizando… e eu gosto que seja assim. Sou focado e organizado! Na verdade, eu já vinha treinando para duas maratonas que acabarem não acontecendo…

Os planos são viajar e correr… uma combinação muito boa. Antes, eu viajava para congressos acadêmicos agora quero fazer disso o meu estilo de vida … viajar para congressos e para correr.

O grande sonho a longo prazo é correr uma major em para 2h45min. No mais é continuar treinando e viajando.“

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Jornalista, pai e corredor. Vê a corrida como uma ferramente para fazer a vida fazer sentido. Não se preocupa em ser rápido, nem com a chegada. O que importa é o caminho...

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