A corrida salva vidas! Você certamente já ouviu isso algumas vezes. Mas já se deparou de fato com alguma história em que isso realmente aconteceu? O gerente de projetos Daniel Soares, 46 anos, morador do Rio de Janeiro tem uma pra contar. Confira!
´´Tudo começa em 2008, época em que eu jogava futebol quatro vezes por semana. Até que um dia comecei a sentir dificuldade para me recuperar entre os jogos e dores constantes nas costas. Achei que o motivo era por estar um pouco acima do peso, até que durante uma viagem a trabalho a dor ficou insuportável.
Voltei para casa e fui direto ao médico. Depois de vários exames veio o diagnóstico que mudaria minha vida: câncer no testículo. Fiz cirurgia, retirei o tumor e, como o caso permitia um tratamento conservador, não precisei de quimioterapia.
Mas em 2009, prestes a ser pai novamente, as dores voltaram. E com elas a notícia de que o câncer havia se espalhado para o retroperitônio. Dessa vez enfrentei meses de quimioterapia – um período tão duro quanto transformador.
Quinze anos depois outro alerta. Passei todos esses anos sem muita disciplina, com alimentação desregrada, excesso de peso, exames de glicose, colesterol e triglicerídeos nas alturas. Até que minha visão começou a piorar. E o médico foi direto: era hora de mudar.
Iniciei um programa de 90 dias, perdi 12 quilos e melhorei minhas taxas. Segui para um segundo ciclo e perdi mais 15 quilos. Mas, mais importante que perder peso foi encontrar um novo propósito: a corrida!
Comecei devagar! Minha primeira prova foi de 5K, em maio de 2025, que completei em 40min13s (pace 8:21). E pouco mais de um mês depois comecei a treinar. Com a assessoria do Felipe Nascimento (Corrida Descomplicada) fui evoluindo. Minha última prova foi 5K em 30min50s (pace 6:10). Agora estou perseguindo o sub30min e sei que ele está perto.
A mensagem que fica é a de que há quatro meses eu não acreditava que a corrida poderia transformar minha vida. Hoje, aos 45 anos, sou mais saudável, mais disposto e muito mais feliz. E se você está começando, acredite! Não importa sua idade, condição física ou histórico: é possível mudar!
Minha próxima missão? Levar meus filhos para este universo. O mais velho, de 20 anos, já começou. Faremos juntos uma prova em 28 de setembro.“