Raquel Wainstein, 39 anos, é jornalista e no fim do ano se forma em Nutrição. Conheceu a corrida após deixar o fisiculturismo. Passou por algumas aulas de luta, mas foi na corrida de rua que reencontrou o ´frio na barriga´. Atleta da Assessoria Corrida Club, ela conta os dias para seu próximo desafio… Confira!
´´Após largar o fisiculturismo, esporte ao qual me dediquei por alguns anos, estava sem objetivo. Matriculei-me no Jiu-jitsu na tentativa de completar uma lacuna esportiva, mas, ainda assim, faltava-me frio na barriga.
Após me divorciar, descobri o poder “curativo” da corrida de rua. Primeiro, saía sem rumo para chorar entre um trote e outro e, aos poucos, percebi que no lugar das lágrimas brotavam sorrisos de satisfação. Assim, fiz três meias maratonas, sem planejamento.
E quando entrei para a assessoria de corrida, que me acompanha hoje, meu desempenho saltou. Faltando quatro meses para a Maratona de Floripa questionei meu treinador se ele considerava loucura eu me inscrever para os 42K. E ele me respondeu: “conhecendo tua obstinação sei que vais concluir a prova bem”. Encorajada, embarquei sozinha para a capital de Santa Catarina e, à medida que os quilômetros avançavam, eu me sentia mais curada e feliz. Concluí a prova em 4h04min.
Agora estou inscrita na Maratona Internacional de Porto Alegre, no último fim de semana de maio. Dizem que correr em casa tem outro sabor. Mais do que isso, acredito que passar feliz pelos mesmos locais nos quais passava chorando pouco tempo atrás terá um duplo gosto de vitória. É a prova de que o esporte salva, cura, muda vidas.´´