Empresário do setor de eventos, Fabrício Maximo Vieira, 42 anos, tem uma história recente e intensa com a corrida. Morador de Sorocaba-SP e atleta da FOSThreening, ele começou a correr em 2017 e cerca de um ano e meio depois já estava correndo sua primeira maratona. E mais… Confira!

Comecei a correr em janeiro de 2017, exatamente no primeiro treino da FOSThreening no ano. E foi um episódio bem engraçado. Minha esposa já conhecia o professor Fábio e em dezembro de 2016 ela me comunicou que em janeiro íamos começar a correr e que já havia nos matriculado em um grupo de corrida!


Eu olhei para ela e falei: CORRIDA! Nunca na minha vida havia pensado em praticar corrida de rua…. Depois de raciocinar e analisar o que estava por vir, falei par ela: ‘Ok, eu vou começar a correr! Mas você sabe que quando eu começo algo, quero ver o fim…’ E a partir daí comecei o meu condicionamento mental até o primeiro dia de treino.

No primeiro treino, o professor Fabio pediu para dar quatro voltas de 1,3Km caminhando com passadas largas. Dei a primeira volta caminhando e então resolvi começar as demais voltas correndo. Por incrível que pareça, completei as três voltas correndo. Foi então que, já no primeiro treino eu senti a energia da corrida, senti como o negócio é bom. Estiquei mais uma volta e desde então não parei mais.

No início, minha meta era correr 10K, algo que atingi logo em fevereiro. Em março de 2017, o professor Fabio fez o convite e disse que iria me preparar para a Meia Maratona Internacional de Porto Alegre, que seria em junho. Aceitei, mas logo subiu um gelo e um pensamento: 21km?! Mas vamos para cima!

Começamos os treinos e eu virei um viciado em calendário de provas. Achei sensacional o vídeo da SP City e fiz a inscrição mesmo sabendo que seria algumas semanas após Porto Alegre.

Em um dia de treino ouvi o pessoal falando da meia da Asics de 21km, que ocorreria em São Paulo. Corri para ver o calendário e adivinhem o que eu fiz? Me inscrevi! E só depois me dei conta da data: uma semana antes da corrida de Porto Alegre.

Passamos o mês de março todo treinando e logo no começo de abril fiz a minha primeira corrida, a Oba Etapa Campinas. Em 8km foi demais sentir a energia do dia e o momento da corrida.

Feito esta corrida, uns dias depois comecei a sentir muita febre e veio o diagnóstico: pneumonia…Passei todo o mês de abril e começo de maio me tratando, contando os dias para voltar a treinar. Assim que o médico me liberou, voltei aos treinos. Só tinha de 15 a 20 dias para me preparar para as provas. Fiz um esforço e fui treinar, por que desistir não era uma opção.

Conclui as três provas com bons tempos, em média 1h45min. E com a visão e a busca pela próxima, encontrei a Mizuno Uphill, que foi amor à primeira vista. Conversei com o Fabio sobre a prova. Lembro até hoje ele me olhando e falando: ‘Você tem noção do que é aquilo?’ Imediatamente respondi: Será o meu objetivo, fazer os 25km! A partir daí comecei a pesquisar melhor sobre a Uphill. Uns dias depois o Fabio veio com algumas informações e vi que ele tinha embarcado na ideia. Infelizmente eu não fui sorteado, mas o Fabio foi, e para os 42km.  Mas como parceiro, disse a ele que treinaria com ele, afinal eu tinha colocado ele nesta.

Aguardei chegar janeiro de 2018 e fiz a minha inscrição via agência de turismo para a Uphill. E foi para os 42km, pois sempre tinha um sonho de conhecer a Serra do Rio do Rastro. E este sonho deveria ser realizado em grande estilo. Durante os meses de treino, buscamos locais e provas com subida. E já que estávamos treinando para uma maratona, resolvi me antecipar e fiz a inscrição para os 42 km da SP City, que seria um mês ates da Uphill. E em julho de 2018 corri minha primeira maratona. Como corredor, mais um sonho realizado.

No mês de agosto fiz a Uphill, debaixo de chuva e muito frio. Mais uma vez um sonho realizado, por que acredito que cada maratona é um sonho.

Eu procuro fazer os meus treinos nas ruas, mas quando não consigo sair, apelo para a boa e velha esteira que tenho em casa. Quanto à performance, já busquei, mas não deu muito certo. Acreditar que começa a exigir mais dedicação para o esporte e hoje tenho a corrida como um lazer. Mas no fundo sempre tentamos melhorar o tempo. Mas o que faço é aproveitar o momento do corpo, pois cada dia é um dia…

Acredito que a partir do momento que pensamos em praticar corrida, os impactos já começam a agir para o bem… Correndo então, o impacto é constante. E no meu caso eu nem comecei a correr por problemas de saúde ou excesso de peso, foi para colocar o corpo em movimento. Mas a partir do início no esporte, nos tornamos mais regrados, mais ágeis para resolução de problemas, sem contar a auto estima que nos eleva, por grandes superações, com correr uma maratona. Melhora muito a qualidade de vida.

Diante desta pandemia fica difícil descrever planos, mas temos que ser otimistas, acreditar que isso vai passar. Em curto prazo acredito que o plano é superar dia após dia. A médio prazo o meu plano era correr ‘A Muralha 42K’ este ano, mas já solicitei a transferência para o ano que vem. É um sonho fazer o back to back desta prova. Já para a longo prazo, o sonho é correr o El Cruce de Los Andes 100K e me tornar um ultramaratonista.

Temos aproveitado, como família, para resgatar e voltar a viver na esfera da importância, deixando de viver na  urgência e nas circunstâncias. Como empresário estou tendo que me reinventar. Esta é a palavra que mais se encaixa para a nova realidade. Como corredor, estou treinando sozinho ao ar livre e com o uso de máscara, evitando locais com muitas pessoas. Faço a maioria dos treinos à noite, um pouco mais tarde do horário tradicional.

Para a vida de corredor, ter uma assessoria é fundamental. Ela nos ensina a trilhar o percurso. Muitos acham que correr é só sair correndo, mas não é somente isso. Não é como simplesmente fazer um curso e colocar em prática. A vivência, a conversa sobre as técnicas, sem contar as amizades, tudo isso faz uma grande diferença para o percurso da vida de corredor. Neste contexto, o Sisrun é fantástico. O que ele nos proporciona, a integração entre aluno e professor… Ele encurtou a distância da comunicação, principalmente diante desta situação. Quando eu abro o app e vejo o proposto, encaro como uma tarefa de casa.
 
 

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Jornalista, pai e corredor. Vê a corrida como uma ferramente para fazer a vida fazer sentido. Não se preocupa em ser rápido, nem com a chegada. O que importa é o caminho...

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