O treinador Alex Tomé já viveu a experiência de viver na Austrália e por lá treinar alguns corredores. No Quênia, participou de um running camp em que teve a oportunidade de treinar e correr com os quenianos. Pós-graduado em Fitness e Fisiologia e Treinamento de Endurance.  Pouco antes da pandemia, em fevereiro de 2020, Tomé, de 33 anos, voltou a Florianópolis–SC, de onde oferecer treinamento à distância. Confira!

“Comecei a correr aos 26 anos, quando concluía a faculdade de Educação Física. Fazia musculação todos os dias, mas sentia que aquele não era o meu esporte. Um dia saí para correr com um amigo e me apaixonei. A partir daí passamos a correr todas as semanas e aos poucos aumentando os dias e o volume de treino. De lá para cá já se foram sete anos e todas as distâncias no asfalto, dos 5k à maratona. No trail run, fiz várias provas de menor distância e também três ultramaratonas, 45km, 60km e 76km. Também tive uma experiência no triathlon, com um meio ironman. Atualmente estou treinando para a Odisseia, uma prova de 93km em três dias.

Trabalhei dois anos como treinador de corrida em Florianópolis antes de mudar para a Austrália, onde morei três anos e meio e trabalhei um ano e meio como treinador de corrida. Também tive a oportunidade de passar duas semanas fazendo um running camp no Quênia e dessa experiência surgiu o meu livro “Correndo com(o) os quenianos”.

Desde que voltei para o Brasil, em fevereiro de 2020, trabalho exclusivamente como treinador de corrida. Toda a minha assessoria é feita à distância, atualmente tenho alunos em cinco estados, e também na Austrália.

Comecei minha assessoria uma semana antes de iniciarem as restrições em função da Covid-19. Inicialmente foi um susto, mas consegui manter meus alunos motivados com desafios pessoais e depois percebi que isso acelerou a aceitação das pessoas aos trabalhos remotos, o que fez meu trabalho ganhar terreno longe de Florianópolis.

O esporte mudou a minha vida! E eu já vi a corrida transformando a vida de muita gente. Costumo dizer que a corrida é um estilo de vida, quem começa a correr passa a se alimentar melhor, dormir melhor, acorda mais disposto, trabalha melhor, se relaciona melhor, etc. Muitos iniciantes passaram a me procurar para ter essa mudança de estilo de vida. Por isso eu criei um programa de treinamento em que o principal objetivo não é o desempenho, e sim criar e manter hábitos saudáveis, mudar a vida e depois buscar melhora da performance. É óbvio que a pessoa vai correr melhor, mas esse não é principal objetivo do programa. Paralelo a isso também trabalho com planejamento individual, onde eu analiso o histórico do aluno, seu dia-a-dia e os seus objetivos. Assim fazemos um planejamento de médio e longo prazo para alcançar os objetivos desejados.

Acredito que a corrida pode ser algo muito importante na vida das pessoas, mas o processo de evolução precisa ser progressivo, sustentável e prazeroso. A prova em si é uma celebração de todo o foco, hábito e resiliência que é o treinamento diário. A corrida faz as pessoas viverem mais e melhor, e transformar isso em uma realidade no dia-a-dia de pessoas normais é a minha missão de vida.”

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Jornalista, pai e corredor. Vê a corrida como uma ferramente para fazer a vida fazer sentido. Não se preocupa em ser rápido, nem com a chegada. O que importa é o caminho...

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