Lucineide Mendonça: “Desistir nunca foi uma opção”

  • Redação SisRUN
  • 27/10/2026
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Lucineide Mendonça dos Santos completou 56 anos em outubro. Sedentária até 2018, foi inscrita pelas amigas na primeira corrida e nunca mais parou. Em 2022, uma cirurgia retirou 40 centímetros do seu intestino, e começou outra corrida: a da recuperação. Atleta da Vem Correr Comigo, em Mogi das Cruzes/SP. Confira!

Eu não queria correr

“Tudo começou em abril de 2018. Eu não queria correr. Na verdade, foram minhas amigas e minha irmã Luciana que fizeram minha inscrição para a minha primeira corrida, no Parque Ecológico do Tietê. Eu era sedentária, não praticava atividade física e estava acima do peso que gostaria para a minha altura. Minha autoestima também estava lá embaixo.

Aquela primeira corrida foi difícil. Muito difícil. Mas eu terminei. E aquele primeiro passo mudou a minha vida.

Comecei devagar: um treino aqui, outro ali. Entrei na academia, participei de desafios, comecei a treinar corrida e fui me inscrevendo em outras provas. Aos poucos, a corrida deixou de ser um desafio e passou a fazer parte de quem eu sou.

A chegada à Vem Correr Comigo

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Em 2021, conheci a assessoria Vem Correr Comigo e meu treinador, Murilo Mineiro. Foi aí que tudo evoluiu ainda mais. Vieram os treinos, as amizades, as conquistas, os troféus… E eu descobri que podia ir muito além do que imaginava.

Uma corrida pela vida

Mas em 2022 a vida me colocou diante de um desafio muito maior. Comecei a passar mal durante algumas provas, com muita falta de ar. Cheguei a ser levada de ambulância para a UPA. No final daquele ano, depois de uma semana internada, veio o diagnóstico: eu precisava passar por uma cirurgia e retirar 40 centímetros do intestino delgado.

Segundo minha médica, o problema provavelmente teve origem em uma aderência intestinal relacionada a uma cesárea realizada anos antes. Com o tempo, a circulação sanguínea ficou comprometida, causando necrose em parte do intestino. Meu quadro foi muito grave. Corri risco de vida e passei dez dias internada na UTI. Foram momentos extremamente difíceis.

Ali começou uma nova corrida. Só que, dessa vez, não era contra o relógio. Era pela minha recuperação. Era pela minha vida. Era para voltar a fazer aquilo que eu tanto amo.

Depois da cirurgia, fiquei muito debilitada. Mas eu lutei e, aos poucos, comecei a voltar. O exercício físico teve um papel muito importante na minha recuperação. Minha médica chegou a dizer que ela havia sido extraordinária e que a prática de exercícios contribuiu muito para isso. E eu voltei!

Até quando Deus quiser

Hoje sigo correndo, respeitando meus limites e entendendo que nem todos os dias serão iguais. Às vezes preciso diminuir o ritmo. Às vezes preciso parar. Mas desistir? Desistir nunca foi uma opção.

Olhando para trás, vejo quantas coisas aconteceram desde aquela primeira corrida em 2018. Foram quilômetros, desafios, lágrimas, troféus, quedas, recomeços, amizades e muitas conquistas. Mas, acima de tudo, foi uma caminhada de fé, coragem e gratidão.

Em outubro, completei 56 anos e posso dizer: estou vivendo uma das melhores fases da minha vida. Eu não corro apenas para chegar mais rápido. Corro porque posso. Corro porque amo. Corro porque cada quilômetro representa uma parte da minha história. E, enquanto Deus permitir, continuarei correndo. Que venham os próximos!”

Esta história faz parte da série Histórias que Inspiram, do SisRUN.

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