Cinco vezes finisher do Ironman Brasil, Alen Brandizzi, comanda em Vitória-ES a assessoria esportiva Treine Certo, que nasceu em 2009. Com mais de 600 provas no currículo, entre elas algumas maratonas, o treinador trabalha com corridas de rua desde 2002, quando entrou de sócio na Multiesportiva, assessoria esportiva em que ficou até 2008, quando saiu para uma criar a Treine Certo.

Após uma mudança de rumos do que queríamos fazer na Multiesportiva, decidi criar a Treine Certo. O objetivo era auxiliar os alunos que já tinham o foco na corrida. Começamos com poucos atletas, todos em busca de mais qualidade para evoluir nas corridas de rua”, conta Alen.

A relação do treinador com a corrida começou em 1989, com um grupo de amigos. Alen conta que na época, em Vitória, como em todo o Espírito Santo, eram raros os profissionais qualificados para o treinamento de corrida e que baseava seus treinos na experiência de outros atletas. Assim foi evoluindo, chegando a correr os 10K em 32min, em 1992. Em 1993 Alen migrou para o triathlon em busca de pódios na faixa etária, algo raro nas corridas de rua no Espírito Santo.

Conversamos com o treinador sobre a Treine Certo, sobre atividade esportiva bem orientada e até sobre algumas polêmicas que envolvem as corridas de rua na atualidade.

O foco da Treine Certo está apenas na corrida?

Nosso foco está na atividade física orientada, seja ela mountain bike, ciclismo, triathlon, corrida… Um treinamento sempre voltado para a individualidade de cada aluno.

Você lembra do primeiro dia de fato com a Treine Certo?

Sim, foi em 2009. Encontrei um cliente da academia e decidimos criar uma camisa. Foi a primeira. Tinha as cores amarelo e roxo. As camisas mancharam e todas se perderam. O importante é que este aluno queria fazer a Meia Maratona de Paris e seguimos com a sua preparação para a prova de 2010.

Como a Treine Certo tem se consolidado no mercado running? Há atletas fora do Espírito Santo?

Temos a premissa de entregar qualidade, individualidade e atenção ao cliente. Estabelecemos conversas diárias com os clientes via whatsapp, telefone e também pelo sistema da planilha do SisRUN, que ajuda muito e é muito acessível a todos os perfis de corredores. Temos alunos em vários estados do Brasil e também no exterior.

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Alen Brandizzi

Qual a sua visão do mercado de corridas na atualidade?

Acredito que por conta do cenário econômico, vivemos o fim do primeiro “boom”, que foi de 2010 a 2015. Foram cinco anos de crescimento e qualidade. Depois que voltarmos a um cenário mais estável, mais atletas virão para a corrida e para o sistema de planilhamento, que é algo natural nos EUA, mas recente no Brasil. Acho que o número de alunos monitorados por planilha vai aumentar em mais de 200% nos próximos três anos.

Qual o seu posicionamento em alguns temas polêmicos nas corridas de rua? Como caminhantes ou corredores extremamente lentos nas provas…

Há lugar para todos, desde que os eventos se preocupem com isso e os separem na largada. Eventos com posicionamento por baias são o futuro, visto o crescimento no número de participantes nas principais provas do Brasil.

Grupos de corredores que talvez estejam ocupando o lugar das assessorias…

Isso é um problema, mas não tão grande. Em 2010 eu participava do grupo TwittersRun. Tínhamos gente do Brasil inteiro. Não existia Instagram e ele me abriu as portas para vários contatos positivos que desenvolvo hoje. Acho que com a especialização da corrida, isso tem ficado cada vez menor. Começou forte, mas tem diminuído com a crise.

Treinões organizados pelas marcas. Algumas se posicionam até como grupo ou assessorias esportivas…

Como organizador de eventos – organizo a 1ª Ultramaratona do ES, o Desafio Vitória-Anchieta – só tenho a lamentar. Os treinões das marcas vem tirando o espaço de provas que tem qualidade, diminuindo a questão de segurança dos atletas e da premiação por categorias, que é cada vez mais rara nas provas. Assim as provas focam somente em medalha de participação. Os treinões tiram a força de eventos para jogar ao vento.

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