Ele é carinhosamente chamado de Seu Toninho! E seus números são impressionantes: Antonio Edison Zambon completou na última Corrida de São Silvestre, em 2021, sua 100ª corrida de rua presencial. Aos 69 anos, aposentado, ele segue treinando em Indaiatuba-SP, onde mora, e seguindo as orientações do treinador Vini Lopes, Vini Lopes Personal Run. Confira!

´´Em outubro de 2015 saiu minha aposentadoria e minha filha Ana me fez um convite: ir com ela

participar de um grupo de esportes no parque ecológico aqui de Indaiatuba, a ACR Esportes, do professor Adelson. Interessante que ela me convidou, mas só foi mesmo aquele dia, por que seus horários não batiam. Mas eu resolvi continuar.

O primeiro contato com aquela atividade foi bem legal e me senti muito confiante. Gostei muito e quando me dei conta já estava me inscrevendo em algumas corridas e fazendo novas amizades, como a Renata Moura, Eliana Barnabé e Arlindo. Juntos formamos um grupo e corredores que vaio atrás das corridas onde elas estiverem.

Em 2017, com o final da ACR, surgiu a ViniLopesPersonalRun, em que treino até hoje. É um grupo forte, carismático e organizado, que sentimos ser a continuação de nossos lares. São vários dias e horários de treino, professores formandos com muito amor e carinho no que fazem.

A corrida me deu saúde e me mostrou o quanto consigo me superar. Até na pandemia, período em que eu recebia meu treinamento por uma ´´live´´. Aí até a minha família participou tornando o confinamento divertido.

Fiz minha 99ª corrida aqui mesmo em Indaiatuba, ficando em 1º lugar na minha faixa etária, correndo os 5K em 25:17. Aí fiquei só na expectativa da minha 100ª prova presencial. Tinha que ser a Corrida Internacional de São Silvestre… Foi de longe a mais emocionante! Senti calafrios, vi corredores chorando e se emocionando com o Tema da Vitória na Largada – a música do Ayrton Senna. As lágrimas vêm da alma! E agora muda um pouco o que falo nas rodas de conversa, por que sempre há aquela pergunta: mas você já correu a São Silvestre? Eu digo sim, batendo no peito.

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Jornalista, pai e corredor. Vê a corrida como uma ferramente para fazer a vida fazer sentido. Não se preocupa em ser rápido, nem com a chegada. O que importa é o caminho...

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