Há cerca de três anos a fisioterapeuta Fabíola Garoni Nascimento, de 38 anos, aceitou o convite de uma amiga para correr uma prova de 5K em São Paulo. Não se pode dizer que foi amor à primeira vista. Sem qualquer preparo físico, Fabíola encarou o desafio e…

“Eu fazia apenas treino funcional e vinha de um pós-operatório de hérnia inguinal. No dia da prova estava um frio de 5 graus…foi um horror”, conta a fisioterapeuta.

Fabíola confessa que este primeiro contato foi traumático, mas ainda assim segui participando, esporadicamente, de algumas provas de curta distância. O atrativo, segundo ela, não era a corrida em si, mas o desafio, a procura pelo bem-estar e a bagunça com as amigas. Mas, mesmo assim, o tal bichinho da corrida não perdoou.

“Fui picada por ele e fui tomando gosto pela corrida. E resolvi que então era o momento de começar a treinar com profissionais da área, para minha evolução e segurança. E também para que pudesse começar a evoluir na distância. Comecei com 5K, passei por todas as distâncias, corri a São Silvestre e no ano passado fiz minha primeira meia maratona, em Santiago, no Chile”.

fabíola mp 1E depois de correr outras duas meias, Fabíola foi incentivada pelo marido e por uma amiga a correr a Maratona do Rio este ano. Na verdade, foi uma proposta e um desafio. Que Fabíola, de início, rejeitou.

“Falei que ainda não estava preparada, que não seria capaz e várias outras negativas. Passei alguns dias refletindo sobre o assunto, até que um dia me questionei: por que não? Vou encarar! Seja o que Deus quiser! E fiz a inscrição! Desde então a rotina de treinos está bem puxada. Há dias em que penso por que fui inventar isso”, brinca a corredora, que além dos treinos específicos de corrida, passou a fazer musculação três vezes por semana.

Moradora de Santos, no litoral paulista, Fabíola ainda não precisa lidar com a ansiedade, o que lhe permite ficar concentrada e com dedicação total aos treinos. Enquanto isso aproveita ao máximo as conversas com a treinadora Márcia Proença e os amigos de equipe que já correram os 42K

“Por enquanto a ansiedade ainda não está presente. Procuro viver uma fase de cada vez. A cabeça está focada nas planilhas de treinos e em todas as orientações da minha coach. Gosto de ouvir e conversar também com os companheiros de treinos, principalmente com aqueles que já participaram de maratonas e sempre tem uma dica para compartilhar”.

E sem deixar a ansiedade ocupar seus pensamentos, Fabíola se dá ao luxo de um exercício que, segundo os especialistas, faz bem a quem estar perto de encarar um grande desafio. O exercício de se imaginar na prova, visualizar cada quilômetro e sonhar com a chegada.

“Imagino que a prova será linda, dura e emocionante! Espero estar muito bem no dia e que possa colocar em prática tudo o que venho treinando durante esse período de preparação. O Rio de Janeiro é lindo. Quero curtir muito o percurso e coroar com chave de ouro esse grande sonho de me tornar maratonista. A chegada com certeza será com muitas lágrimas, mas com muita alegria, felicidade e o coração disparado… fico emocionada só de imaginar”.  

Enquanto a expectativa pela prova não se transforma em ansiedade, Fabíola curte a nova vida que a corrida lhe proporcionou. Algo bem diferente daquela traumática prova de 5K em seu primeiro contato com o esporte. Disciplina e foco são duas das virtudes que a corrida aguçou na fisioterapeuta e que a fazem ir além mesmo nos dias em que a motivação e o bom humor estão em baixa.

“É claro que nem todos os dias estou motivada ou bem-humorada, mas não perco treino. Treino mesmo sem vontade, por que sei que um treino perdido pode interferir no meu resultado. Em dias de treinos de corrida, terças e quintas, acordo às 5h15 e começo a treinar às 6h30. Aos sábados, dias de rodagens longas, acordo às 4h30 para iniciar a corrida às 6h”, conta Fabíola, que depois da maratona, sonha fazer corrida de obstáculos, de montanha, revezamento, etc.

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Márcia Proença e Fabíola

E muito dessa motivação e animação vem da Assessoria Márcia Proença, que segundo a corredora tem papel fundamental em sua trajetória até a decisão de correr uma maratona, bem como os treinos específicos para os 42k.

“Sem eles esse sonho não seria possível. Principalmente a figura da própria Márcia Proença, que além de preparar e aplicar as planilhas de treino, se preocupa com o feedback dos alunos. Em como foi o treino, o pós-treino, em como é nossa hidratação, nossa alimentação, que tênis, vestimenta e óculos de sol estamos usando. É algo além da corrida”, completa Fabíola, que também faz acompanhamento nutricional e fisioterapêutico de prevenção de lesões. 

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Jornalista, pai e corredor. Vê a corrida como uma ferramente para fazer a vida fazer sentido. Não se preocupa em ser rápido, nem com a chegada. O que importa é o caminho...

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