WhatsApp Image 2018-08-05 at 19.28.05Correr não tem sido uma tarefa fácil para a contadora Raimunda Pimenta Cavalcanti, de 63 anos, moradora de Natal-RN. Algumas dificuldades crônicas como tendinite, bursite e artrose nos joelhos provocam dor e algum sofrimento. Mas nada disso é capaz de minar a felicidade e o prazer que cada passada leva a esta corredora da Go Runners. Há cerca de dois meses Raimunda, contrariando as previsões médicas, correu no Rio sua primeira meia maratona. Confira!

“A corrida entrou de fato na minha vida no finalzinho de outubro de 2014. Tudo começou quando perguntei ao Fabiano Pezzi, que era meu personal, por que apesar de treinar três modalidades por dia na academia, me sentir com um fôlego gigante e com grande resistência, eu cansava tão rápido na corrida. Então ele me chamou para um treino na Avenida Alexandrino de Alencar. Eu fui e ali eu senti que a corrida estava no meu sangue. Naquele dia eu me apaixonei pela corrida.

Naquele mesmo ano, 2014, corri a primeira edição da ‘Ginga com Tapioca’, de 16K. Poucos meses de treino, mas com a empolgação dos amigos… Completei sem nada sentir, mas algum tempo depois vieram alguns problemas… Tendinite, bursite no quadril e uma fratura na tíbia. E eu já era portadora de artrose nos dois joelhos.

Não demorou para os médicos darem o aviso: nada de corrida! Os familiares fizeram coro e me aconselharam a não correr mais. Mas eu não podia parar, por que a corrida me fazia tão feliz e sem ela eu não seria mais a mesma.  Fabiano disse ‘deixa comigo, confia que você vai continuar a correr!’  Confiei nele e como sou uma pessoa muito disciplinada em tudo que faço e levo as coisas muito a sério, tudo seria só uma soma para realizar todos os meus sonhos na corrida.

WhatsApp Image 2018-08-05 at 22.03.17A ‘Ginga com Tapioca’ foi a primeira corrida longa e me marcou muito. Dois anos depois estava fazendo ela todinha correndo, da largada até a chegada. Nem para foto eu parei. Uma vitória para mim e para o Fabiano.

No mesmo ano, 2016, fiz a São Silvestre, também todinha correndo. E aí começou a minha batalha para fazer os 21K, pois 10, 15 e 16K já fazia parte da minha rotina. Era então uma questão de honra. Em 2017 estava inscrita para a Meia Maratona do Rio, mas o meu joelho não permitiu. Não desisti e mirei 2018 Comecei a treinar: Joelhos para recuperar e me aparece mais um probleminha no meu pé esquerdo.

Fui diagnosticada com tendinite tibial posterior. O médico falou ‘Raimunda, você não vai conseguir. Repense essas longas distâncias’. Mas nada me tiraria o meu maior sonho. Para completar, em abril deste ano fui hospitalizada com pneumonia. Nem isso me fez desanimar. Fui e fiz numa boa prova, fechando a jornada com chave de ouro.

Todas as corridas de que participei até hoje foram muito especiais na minha vida. A corrida é vida e me faz feliz. Extremamente feliz! Sem contar que ela foi responsável por me tirar de um processo depressivo que eu vinha sentindo.

Certa vez uma colega me disse que correr envelhece. Eu disse a ela que é melhor envelhecer feliz. Quero ser uma velha feliz! Hoje posso dizer que sou uma pessoa muito feliz.

Depois destes 21K no Rio, penso em tratar a minha tendinite. Estou fazendo fisioterapia e já voltei a correr. Meu objetivo agora é diminuir meu tempo nos 5K e nos 10K. Correr uma meia, só de vez em quando.

Enquanto isso eu sigo correndo, atraindo felicidade e dando sentido à minha vida!”

A Go Runners utiliza o SisRUN em sua gestão administrativa e de envio e acompanhamento de planilhas online

Compartilhar:

Escreva uma resposta

Your email address will not be published. Required fields are marked *