Carlos Roberto Barbosa Filho, 39 anos, corredor e treinador de corrida, morador de São Caetano do Sul-SP.  Essa é a fica completa de Carlos Barbosa, da Apollo Assessoria Esportiva. Perto de completar 40 anos de vida, 15 de corrida e às vésperas de concluir o curso de Educação Física, ele tem grandes sonhos e trabalha com paixão para alcançar cada um deles. Confira!

“Comecei a me envolver com corrida em 2007. Me matriculei na academia do Sesc São Caetano e após me recuperar de uma lesão de tornozelo, um dos professores que sempre me via correndo na esteira me chamou para uma corrida de rua. Eu não tinha a menor noção de como era esse esporte. Sempre gostei de correr, mas por causa do futebol. Eu disse a ele que eu não conseguiria completar.  Ele insistiu, dizendo que me via correr sempre entre 30 e 40 minutos na esteira.

Aceitei e lá fui eu para minha primeira prova de 5K! Número de peito, camisa de corrida, chip, medalha… tudo maravilhoso. No fim fechei a prova em 23 minutos. Era a Corrida Noturna do Sesc Consolação, no Elevado Costa e Silva, o Minhocão.

Depois dessa passei a correr todas as provas de 5 e 10K do Circuito Sesc em São Paulo. Foi quando conheci um pessoal do Parque Chico Mendes, em São Caetano. Lá me apresentaram as corridas de longa distância e o que era paixão se transformou em amor. Mas fiz todo o caminho como deve ser feito. Corri 5, 10 e 15K até 2012, quando fiz minha primeira meia maratona, no Rio de Janeiro. Em 2014, na Disney, fiz minha primeira maratona. Desde então foram muitas meias e outras três maratonas, Buenos Aires, São Paulo e Amsterdam.

Fiquei alguns anos transitando entre os 5 os 10K. Em cada prova tentava tirar alguns segundos ou minutos. A briga para isso era boa. Mas quando surgiu o grupo do Sesc e os treinos passaram a ser orientados tudo foi ficando mais fácil e prazeroso. Após um longo período com eles fui treinar em uma assessoria esportiva para fazer minha primeira maratona e aí sim vi o resultado do treinamento preparado e supervisionado por profissionais e acompanhando tudo de perto. Hoje eu me considero um bom autodidata, por que eu mesmo faço a minha periodização.

Nem sempre é fácil conciliar a corrida com todo o restante. Acabamos perdendo alguns treinos, mas nada que nos atrapalhe. Nós temos um dia com 24 horas, então temos que arrumar pelo menos uma hora para treinar. Quando minha filha nasceu eu passei a acordar mais cedo para não deixar de treinar.

Para mim não chega a ser complicado. Para se ter uma ideia, saí de uma empresa onde trabalhei durante 20 anos e o amor pela corrida me fez cursar Educação física. Além de estudar eu trabalhava com um aplicativo de mobilidade urbana nas horas vagas. Em 2018, na região da Vila Mariana peguei uma chamada do Fernando, dono de uma assessoria. Em onde em poucos minutos de conversa, falamos de corrida. Falei da minha paixão, que estava estudando Educação Física por causa da corrida. Ele então me convidou para um teste de estágio. Já estou com há três anos atuando como treinador, desenvolvendo planilhas para alunos que iniciam na corrida e que querem fazer seus primeiros 5K e também os que querem fazer sua primeira meia ou sua primeira maratona.

Posso dizer que hoje eu vivo corrida e vivo da corrida. E ela tem causado um impacto grande na minha vida. Cada dia é um aprendizado e uma nova oportunidade de passar para os alunos oque aprendi na faculdade e fora dela, na prática. Assim eu vou me transformando e transformando a vida das pessoas através da corrida. Só quem corre sabe do poder e da transformação que a corrida traz para a vida das pessoas.

Foi possível ver um pouco dessa transformação quando a pandemia chegou. Após aquele susto e o caos dos primeiros dias, eu e minha esposa decidimos que não íamos nos entregar ao sedentarismo. Compramos uma esteira e colocamos no quarto que usávamos de escritório. Criamos a nossa “Pain Cave”. Além da esteira, havia equipamentos para treino funcional e a bikes no rolo. Era treino todos os dias. E devo confessar que nunca treinei tanto quanto naquele período mais crítico da pandemia. Foram quatro meses trancados. E no final das contas, detonamos a esteira, afinal eram duas pessoas correndo muito todos os dias. E olha que minha esposa é uma super atleta e corre muito mais do que eu.

Mais um ponto desta transformação que nunca para é a bike. Comecei a pedalar um pouco mais para aliviar um pouco a corrida. Andava meio saturado com os treinos e decidi pedalar. Mas aí logo veio a vontade de correr e pedalar, me preparando para um duathlon. Aí logo vem a vontade de experimentar o triathlon, mas no momento não tenho tempo para os treinos de natação. Por enquanto vamos pensando nas provas de corrida.

Estou inscrito na Meia Maratona Internacional de Florianópolis, este ano ainda. Mas uma inflamação no tornozelo não vai me permitir correr os 21K. Então vou encarar os 10 e curtir a prova com alguns alunos.

Estou ansioso por 2022, que promete ser um ano especial. Estou inscrito na Maratona de Mendoza, que farei com certeza, e em processo de finalização da minha assessoria esportiva pessoal, que vou iniciar logo que terminar o curso de Educação Física. Algo que está em qualquer planejamento que eu faça é continuar estudando, absorvendo conhecimento. Já tenho em vista a minha primeira pós-graduação.

A longo prazo, sonho me tornar uma referência no treinamento para corredores, desde os iniciantes amadores aos que buscam performance. Quero ver minha assessoria conquistar espaço no cenário nacional e abrir um studio personalizado para atender corredores de rua, trabalhando não só no desenvolvimento, mas também na prevenção de lesões.”

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Jornalista, pai e corredor. Vê a corrida como uma ferramente para fazer a vida fazer sentido. Não se preocupa em ser rápido, nem com a chegada. O que importa é o caminho...

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