borgeMilitar da Marinha, Antonio Carlos Pereira Borge começou a correr em 2006. Para eliminar alguns quilos a mais decidiu calçar o tênis e ir para a rua. Até conseguiu perder peso, mas, sem orientação especializada, desanimou e recuperou aqueles quilos a mais. Em 2015, em Natal-RN, conheceu a Escola de Corrida Go Runners. Sua esposa era amiga da esposa do treinador Fabiano Pezzi. Então… Confira!

“Sou militar e a atividade física sempre fez parte da minha vida. Quando mais novo já havia feito várias atividades, mas nunca fui adepto da corrida, por que sempre achei que era um esporte solitário. Quando precisava correr fazia por obrigação.

Em 2006, quando morava em Ladário-MS, pesando 104 quilos, um amigo perguntou por que eu não começava a correr para perder peso. Eu disse a ele que não gostava e como estava muito pesado não conseguiria correr nem 10 metros. Sabiamente ele me perguntou se eu gostava de música. Eu disse que sim. Ele então me sugeriu que ouvisse música caminhando. A partir daquele dia passei a caminhar todos os dias por 30 minutos e no final do ano já estava correndo de 30 a 50 minutos, mas sem me preocupar com tempo ou distância. Corria por correr! Perdi peso e cheguei aos 90 quilos.

Em 2008 me mudei para o Rio de Janeiro e continuei com o hábito de correr e caminhar, ainda sem me preocupar com técnica, pace… Apenas calçava o tênis e ia para a rua.

Em maio de 2010 me mudei para Brasília e aos poucos fui deixando de correr e caminhar. Até que em janeiro de 2011, um estresse muito alto provocou um problema cardíaco e fui parar no hospital. Estava de novo acima do peso (105 quilos) e com colesterol, glicose e outros indicadores acima dos limites. Retomei a caminhada e a corrida. Estava mal de saúde, precisava perder peso e voltar a ter os índices sanguíneos nos padrões normais.

Assim, fiz a minha primeira prova de rua em março de 2011, no Circuito das Estações Outono Adidas. Mas ainda não me preocupava em como eu corria, se estava fazendo tudo da forma correta.

No início do ano de 2014 entrei para um grupo de corridas. Não percebi muita melhora no meu rendimento, mas como o grupo era divertido fui ficando. Até que no fim do ano me mudei para Natal. Aí minha relação com a corrida começou a mudar.  Conheci o Fabiano Pezzi e a Go Runners. Descobri o que realmente era uma escola de corrida, o que era treinar corrida.

Tudo começou com uma conversa em que ele explicou de forma simples como era o seu treinamento. Aquela história de simplesmente calçar o tênis e sair correndo já era… Precisava considerar o que eu esperava da corrida, quais os meus objetivos. Depois disso ele me filmou correndo. Alguns dias depois o Fabiano falou comigo sobre a mecânica da corrida, onde eu precisava melhorar e me passou uma planilha individualizada de treinos. Até ali eu só havia feito provas de 5K e sequer me via correndo distâncias maiores. Até que no fim de 2015 eu corri a tradicional ‘Ginga com Tapioca’, em que fiz 16K.

Durante todo o ano de 2016 me mantive nas provas de 5 e 10K. No final do ano mais uma vez corri os 16K da Ginga com Tapioca, que considero um marco em minha vida. Ali o Fabiano lançou o desafio de correr a Meia Maratona do Rio, em 2017. Eu nunca havia me imaginado completando uma meia maratona. Mas os argumentos do meu treinador me convenceram. A mim e a minha esposa. A ideia era fazer uma vez e depois tirar essa loucura da cabeça.

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E lá fomos nós… Completamos a prova! E a loucura, então, passou a ser pensar em nunca mais fazer isso. Depois da linha de chegada, a única certeza que tínhamos era a de fazer a prova novamente em 2018. E mais: um dia faríamos uma maratona!

Continuamos treinando e seguíamos firmes para mais uma Meia Maratona no Rio de Janeiro. O dia chegou, mas eu estava de coração partido. Na antevéspera da prova, estávamos em Juiz de Fora para o sepultamento de uma pessoa querida, tia de minha esposa.

No dia da prova fomos para a largada, mas minha esposa não teve condições de fazer a prova. Eu, apesar de estar ao lado da família Go Runners, me sentia sozinho. Mas lembro dela me incentivando a correr, dizendo que eu me arrependeria se não o fizesse. Em direção ao ponto largada e por uma trama do nosso bom Deus encontrei com o Fabiano, que me falou poucas palavras, me deu um forte abraço e falou: ‘Vai lá, meu amigo!’

A corrida foi um misto de tristeza e alegria, pois vi amigos da Go Runners que faziam uma meia pela primeira vez e viam em mim um exemplo de superação. Assim como no ano anterior eu via outros atletas da Go Runners. Neste dia fiz tudo certinho e baixei meu tempo em 10 minutos.

Treinar e conviver com o Fabiano Pezzi e a família Go Runners me traz muitos benefícios. Em relação à corrida, pude aprender o que é treinar. O que é ter uma atenção individualizada. Fabiano não se preocupa com a Go Runners, mas com as pessoas que a Go Runners atende.

Além de passar a correr melhor, passei a conviver com pessoas super especiais, dedicadas e amigas. Sim, a Go Runners e o Fabiano não têm clientes, tem amigos. Hoje posso dizer que sou meio-maratonista graças aos ensinamentos do meu amigo e irmão Fabiano Pezzi. Como ele sempre diz: AVANTE!”

A Go Runners usa o SisRUN na gestão de suas atividades e no envio de planilhas online para seus alunos

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Jornalista, pai e corredor. Vê a corrida como uma ferramente para fazer a vida fazer sentido. Não se preocupa em ser rápido, nem com a chegada. O que importa é o caminho...

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