Mariana Fernandes Fiorotto, 35 anos, é profissional de comércio exterior e mora em Santos. Atleta da Equipe Rafael Moreno, Mari – para os íntimos – completou 10 anos de corrida em 2020. Não exatamente como gostaria, por causa da pandemia. Mas, segundo ela, não chegou a ser um ano ruim. Confira!

“Comecei a correr em 2010 como uma simples brincadeira entre amigos e colegas de trabalho. Brincadeira que foi se tornando mais séria quando a reconheci como grande aliada para a perda de peso. E perdi alguns, hein! (risos)
 
Fiquei um tempo parada devido a correria de trabalho, namoro, etc. Em 2015, voltei aos treinos e a corrida passou a ser um hobby. Troquei os bares e baladas por corridas de sexta e sábado à noite. Quando vi já estava correndo todos os dias pelo simples prazer de correr. 
 
Em 2017, decidi correr uma meia maratona, foi quando procurei uma assessoria esportiva. Desde então completei algumas provas de 5, 6, 7 e 10K. E também a tão esperada meia-maratona, 21K.
 
Tenho evoluído muito nas corridas, na postura principalmente. Engana-se quem acha que correr é só calçar um tênis e ir. Aprendi a ser paciente, persistente, a conhecer os sinais do meu corpo e trabalhar minha cabeça para que todo o resto não desistisse. Ganhei autoestima, amigos e uma nova família.
 
Mas nunca foi fácil, Sempre foi um grande desafio conciliar trabalho e treinos. A verdade é que se você opta por treinar as 5h30m, à tarde seu rendimento no trabalho vai cair e se você optar por treinar à noite, o rendimento que cai é no treino. Se passar a treinar dois períodos no dia, como costumo fazer, começa a briga entre você, seu corpo e sua mente. Abrir mão de algumas coisas é inevitável. Mas essa situação é apenas um desafio, porque quando se ama o que faz dificilmente será um problema. 
 
Corri por conta própria até quando resolvi que iria correr uma meia maratona. Aí procurei uma assessoria esportiva, por que correr 21km não é tão simples assim e, sozinha não estava conseguindo evoluir nos treinos e nem manter a disciplina.
 
A corrida hoje é um estilo de vida que escolhi para mim. É, na minha opinião, a dosagem de vitalidade diária que consumo para uma velhice feliz e saudável. Ela melhora meus dias ruins e multiplica minha alegria nos dias bons. É o momento que tenho só meu, com meus pensamentos. Com ela ganhei disposição, me conheci melhor e passei a me admirar mais.
 
Logo que começou a se falar de pandemia no Brasil, parei totalmente os treinos. Isso inclui corrida, natação e musculação. Tenho asma e por ser considerada de risco segui à risca o isolamento, saindo apenas para trabalhar até vir o home office.
 
E estar na assessoria esportiva nesta época fez a diferença, pois rapidamente os treinos foram adaptados para indoor.  Passei a fazer treinos funcionais em casa e para minha surpresa meu corpo respondeu melhor com a modalidade do que com a musculação. Em maio, cheguei ao meu limite. Precisava correr, ou eu ia pirar! Passei a correr duas vezes por semana, distâncias pequenas pelas ruas do bairro. Com máscara e sozinha, claro!
 
Logo que veio a flexibilização e pudemos voltar aos treinos, mais uma vez a assessoria fez a diferença. Voltar não é só voltar. Você não está mais condicionado e nada como um profissional, um educador físico, para te auxiliar nisso. 
 
Os planos para 2021 estão incertos. Tenho inscrição de duas provas que foram adiadas: a Meia Maratona do Rio e Igaratá 10Km, porém sem vacina dificilmente irei. Acredito que será um ano de muito treino apenas.
 
A longo prazo, tenho planos de fazer uma maratona em 2022 e um triatlo quando completar 40 anos. Para mim será o ápice!
 
Aproveito o espaço para agradecer aos profissionais que estão atrás de toda minha evolução até aqui, por que ninguém cresce sozinho. Agradeço ao Rafael Moreno, educador físico, que prepara meus treinos com muita competência e carinho, além de fazer um bolo top; Luiz Nunes, massoterapeuta que me mantém alinhada e sem dor; Dr. Waldir Nascimento, pneumologista que não me deixou desistir nem nos piores momentos de crise; e por fim à Equipe Natação Rebouças, com os professores Neno, Flávio e Fernando.
 

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Jornalista, pai e corredor. Vê a corrida como uma ferramente para fazer a vida fazer sentido. Não se preocupa em ser rápido, nem com a chegada. O que importa é o caminho...

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