Aos 41 anos, a manicure Leandra Barbosa, de São Francisco do Sul-SC, tem vivido nos últimos meses a euforia, o medo, a ansiedade e a alegria que a corrida proporciona. Há alguns dias ela fez sua primeira prova de 10K. Confira!

“Antes de conhecer a corrida, através da Street Runners, eu não sabia que podia correr. Aliás, eu sequer acreditava que seria capaz de um dia correr 100 metros. Mas então conheci um grupo de pessoas maravilhosas, cheias de energia, que nos mostram o quanto somos capazes de fazer.

Quando corri a minha primeira prova, de 5K, me dei conta do tamanho da alegria de chegar ao fim. De alcançar um objetivo, apesar das dificuldades da jornada. Naquele dia pouco importava o meu tempo. Que queria era chegar! E cheguei! E que chegada. A galera gritando e o meu nome ecoando, numa emoção sem fim! Nosso grupo tem muito disso… a força e o incentivo.

Isso nos inspira e nos motiva. Assim, as meninas do grupo decidiram se desafiar nos 10K da Meia Maratona de Piracity, há alguns dias em Joinville. Mesmo que eu quisesse, não poderia ficar de fora, por que as meninas não deixaram!

O tão esperado dia da prova. E lá fomos nós… Acordei às 4h da manhã, com muita chuva. Confesso que na hora pensei: o que é que eu estou fazendo? Mas não havia mais jeito, eu tinha que ir!

Deram a largada e eu tive dor de barriga, vontade de desistir. Mas ao mesmo tempo uma vontade imensa de cruzar aquela linha de chegada. E eu cheguei!

Eu não me importo com o pace, com tempo ou com pódio. Sair da cama às 4h da manhã para correr uma prova de 10K debaixo de uma grande chuva já me faz uma vencedora. E nem foi ruim. Foi ótimo chegar chorando de emoção com os melhores ao meu lado até a chegada. A lição que eu tiro é que todos somos capazes!

A corrida me faz muito bem. Conheci muita gente e fiz grandes amizades. É uma experiência única em cada corrida. Sempre um novo desafio e sempre parecendo que é a primeira vez.

Meus agradecimentos à família Street Runners, em especial à Marcelly e ao Cafu, que nos ajudam a vencer o medo. Parar nunca! Correr sempre!”

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Jornalista, pai e corredor. Vê a corrida como uma ferramente para fazer a vida fazer sentido. Não se preocupa em ser rápido, nem com a chegada. O que importa é o caminho...

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