Eliane Fukunaga tem 49 anos. Começou a correr em 2015 com uma forma de combater a depressão. Em pouco tempo se viu livre dos remédios e começou a buscar nos desafios. Moradora de Campinas, Eliana deu à corrida um lugar de destaque em sua vida e hoje consegue harmonizar os treinos, com os tempos em família e as obrigações com o trabalho de consultora e auditora em responsabilidade social e sustentabilidade.

A evolução na corrida veio principalmente depois que passou a treinar com Vanilson Neves. Aumentou a distância e este ano terá seu maior desafio desde que começou a correr: os 25K da Mizuno Uphill. Confira!

WhatsApp Image 2019-05-15 at 20.52.16Quando e como a corrida entrou em sua vida?

Em 2015 depois de anos de tratamento (desde 2007) de depressão perguntei se correr me ajudaria, e então ele sugeriu correr e definir uma rotina esportiva como meio de diminuir a medicação. Depois de oito meses consegui me libertar dos remédios. Trocar remédios por kms foi a melhor coisa na vida!!

 

Como tem sido sua evolução nas distâncias? 

Comecei fazendo um quilômetro. Minha primeira corrida em 2016 foi a Corrida da Lua, em Campinas. Foram os 6km mais difíceis. Lembro como se fosse ontem como foi difícil terminar!

Depois dos 6km fui voluntária do Pernas de Aluguel e participei de algumas corridas, entre elas, fiz Integração, de 10Km, em Campinas. Conheci Igaratá 10k, mas foi assustador e não fui mais. Fiz 10K Pague Menos e completei em exatamente 1h03min. Então achei que treinar para distâncias maiores seria mais legal.

Em 2018 foi ano de provas fora de Campinas. Fiz a minha primeira meia, no Rio. Em seguida fiz a meia em São Paulo, os 15K da New Balance e os 15K da Run Your Best 15K, ambas em São Paulo. Fiz outras duas meias: a Pink do Bem, em Sorocaba, e a de Brasília.

Este ano estou dedicando aos desafios. Três no máximo: 23K IGT (Igaratá) que já corri, 28 praias etapa Central e os 25Km da sonhada Mizuno Uphill!

 

WhatsApp Image 2019-05-15 at 20.51.37Como a assessoria e o SisRUN se encaixam em sua jornada de corredora?

O SisRUN é simples, prático e com interface amigável, com muita facilidade tenho acesso à planilha. O fato de poder ver os treinos dos outros colegas ajuda a te motivar. A facilidade de colocar os treinos realizados no sistema é muito bacana. Já usei outros sistemas, mas este é o que melhor se encaixa na minha rotina de viagens por ser ágil e simples. Outro ponto positivo é o espaço de feedback, onde, logo após o treino consigo, refletir sobre o meu desempenho nesse treino, além de poder deixar disponível para meu treinador.

 

Eles são importantes para manter a motivação lá em cima?

Minha motivação depende da assessoria e claro do fato de poder monitorar meu desenvolvimento nas corridas pelo sistema. Sem dúvida o feedback de um profissional ajuda muito nosso desenvolvimento.

 

Mira alguma prova especial? Qual o seu sonho na modalidade?

Em agosto farei 25Km Mizuno Uphill! Meu sonho depois de dois anos tentando ser sorteada. Eu via o vídeo de 2014 e sonhava subir essa serra linda (de tirar o folego!). Uma das mais lindas do mundo! Pensa: você vai ter a serra do Rio do Rastro para você, você vai subir uma estrada que é histórica!

Mas o meu grande sonho mesmo será no segundo semestre de 2020: realizar minha primeira maratona.

 

WhatsApp Image 2019-05-15 at 20.52.17Encontra alguma dificuldade para conciliar treinos, família e trabalho?

Sem dúvida, sendo mãe, esposa e profissional que viaja, conciliar tudo não é fácil. Cansaço, culpa de deixar a criança e ir treinar… Mas a corrida é o que me mantém lúcida, feliz e positiva. Quando começa a ficar difícil eu penso como é bom poder passar um tempo comigo mesma e trocar a energia.

 

Como o esporte interfere na sua vida?  

O esporte me transformou em todos os sentidos. Apesar de planejar minha vida anualmente e definir objetivos, eu percebi que depois que comecei a correr eu me aceitei mais, pois a corrida me mostrou que a velocidade de alcançar os objetivos será diferente da planejada, mas tudo bem. Porque diminuir a velocidade e intensidade não é desistir, mas adaptar-se e seguir na direção e esta é mais importante que a velocidade. Por isso respeitar meus limites. No fim, alcançar os resultados sempre é bom, já que celebrar é ainda melhor.

Quando via medalhas e o pessoal postando não entendia tanto, mas a medalha traz consigo o momento e histórias muito legais para compartilhar.

Diria que o esporte me tornou um ser humano muito melhor! Crescer dói, correr dói, ser profissional dói, mas a gente aceita a dor com mais tranquilidade, pois sabe que é assim para todo mundo. Não tem essa de dói mais para mim ou para o outro, simplesmente dói e você supera.

Correr é como a vida: uma jornada que traz pessoas, desafios e novas histórias e isso te faz crescer tanto por dentro!

 

Leva para sua vida profissional – ou vice-versa – o planejamento, a disciplina necessária para os treinos?

Sem dúvida treinar me tornou mais organizada, determinada e perseverante. Foi um marco para me ajudar a definir prioridades para minha vida. Eu, às vezes abria mão de minha agenda pela agenda dos outros, hoje não faço mais isso. Correr hoje é prioridade, portanto, antes tenho minha família e meu trabalho depois os outros entram.

Outro ponto importante da corrida na minha vida era o quanto exagerava no trabalho e não respeitava meus limites. Hoje minha agenda tem trabalho, mas tem corrida e respeito meu sono, meu horário de refeições.

Quando comecei a correr uma pessoa amiga me disse: você não tem biotipo para correr, correr envelhece, dá flacidez, blá, blá, blá… Isso foi o gatilho que não me fez avançar. Depois você descobre que correr é o esporte mais democrático do mundo!

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Jornalista, pai e corredor. Vê a corrida como uma ferramente para fazer a vida fazer sentido. Não se preocupa em ser rápido, nem com a chegada. O que importa é o caminho...

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