A auxiliar de produção Aparecida Ramos, 53 anos, de Jundiaí-SP começou a correr no fim de 2015. Evoluiu de tal forma que o desafio para 2021 era correr sua primeira ultramaratona. Ficou para 2022. Desânimo? Claro que não! Confira!

“Me envolvi com corrida no final de 2015. Meu objetivo era começar 2016 praticando alguma atividade física, mas tinha em mente que era preciso ser algo a longo prazo. Escolhi a corrida mesmo não tendo a menor ideia de como começar. Pesquisei em revistas, sites de esporte e de bem estar até procurar um professor de corrida. Escolher a corrida foi a melhor escolha possível. E depois procurar um profissional qualificado fez toda diferença!

Lembro que comecei a treinar com a orientação do Fábio (Aguiar, da Tatinho´s Runners) em 23 de fevereiro de 2016. Sempre segui à risca os treinos propostos por ele, que até hoje me envia pelo Sisrun. Fui evoluindo dos 5K à maratona. Passando pelos 10, 21… Tudo no seu tempo! Jamais imaginei que chegaria a tanto. Que viraria rotina subir ao pódio na minha faixa etária nas provas de 5 e 10K.

Mas nunca é fácil! Conciliar trabalho, casa e família requer apoio, algo que nunca me faltou em casa, tanto do meu esposo quanto dos meus filhos.  Ah, e, claro, da assessoria! Sem o suporte deles eu dificilmente teria chegado aos 42K da SP City Marathon em 2018 depois de uma jornada de cinco anos.

Tudo sempre valeu à pena! Cada sacrifício! Por que a corrida é algo transformador. Ela tem o poder de impactar a nossa vida com benefícios físico e mental. Até a pandemia veio para nos mostrar que necessitamos estar em movimento.

Mesmo sem treinos em grupo e com provas canceladas, não parei de treinar. Só evitava aglomeração! Treinava sozinha, com todo cuidado e com treinos online. Somente há três meses voltamos a treinar em grupo.

Mas a pandemia também adiou alguns sonhos. Meu objetivo era correr uma ultra de 55K ou a minha segunda maratona este ano. Planos que ficaram para 2022. E a longo prazo a ideia é correr ou mesmo caminhar com saúde com 60, 70, 80 anos… Se eu consigo? Nunca subestime a força de uma mulher, ainda mais se ela for uma corredora!

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Jornalista, pai e corredor. Vê a corrida como uma ferramente para fazer a vida fazer sentido. Não se preocupa em ser rápido, nem com a chegada. O que importa é o caminho...

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